No dia 10 de março de 2019, o Voo ET302 da Ethiopian Airlines partiu de Adis Abeba com destino a Nairóbi, no Quênia, mas acabou caindo logo após a decolagem. O acidente foi devastador, deixando 157 mortos, incluindo passageiros e tripulantes de diferentes países.

De acordo com a lista de passageiros divulgada pela Ethiopian Airlines, havia 32 quenianos, 18 canadenses, 9 etíopes, 8 chineses, 8 americanos, 7 britânicos, 6 egípcios, 5 holandeses, 4 indianos, 4 eslovacos, 3 austríacos, 3 russos, 2 espanhóis, 2 israelenses, 2 marroquinos, 2 poloneses, 1 belga, 1 indonésio, 1 irlandês, 1 iugoslavo, 1 moçambicano, 1 norueguês, 1 saudita, 1 somali, 1 sudanês, 1 sueco e 1 ugandense entre os passageiros falecidos.

Cada uma dessas mortes é uma tragédia em si mesma, deixando amigos e familiares de luto em todo o mundo. Mas o Voo ET302 da Ethiopian Airlines deixa uma marca especialmente forte na África, onde muitos dos passageiros eram jovens em busca de oportunidades e sonhos. A bordo do avião estavam estudantes, cientistas, empresários e membros de organizações internacionais que trabalhavam para melhorar a vida na África e no mundo.

Uma das vítimas era Cedric Asiavugwa, um estudante de direito de 32 anos da Universidade de Georgetown, em Washington, DC, que estava indo para o Quênia para visitar sua mãe. Asiavugwa era um ativista apaixonado pelos direitos humanos e havia trabalhado como estagiário para a Comissão Africana de Direitos Humanos e dos Povos.

Outra vítima foi Joanna Toole, uma funcionária da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação que havia trabalhado em projetos de conservação para tartarugas marinhas e outras espécies ameaçadas de extinção em todo o mundo. Ela estava a caminho de uma conferência da ONU sobre o meio ambiente em Nairóbi.

O acidente da Ethiopian Airlines também deixou muitos casais sem um dos membros. Por exemplo, a arquiteta italiana Sebastiana Tusa e o professor de geologia Vincenzo Vito estavam em uma viagem romântica ao Quênia quando o avião deles caiu. Outro casal, Mickael Potvin e Danielle Moore, ambos do Canadá, estavam indo para suas férias de lua de mel em uma safári na África.

O impacto do acidente da Ethiopian Airlines foi sentido em todo o mundo, com líderes internacionais prestando homenagens às vítimas e expressando sua solidariedade com as famílias afetadas. Mas, para aqueles que conheceram de perto as pessoas que perderam suas vidas no acidente, a dor e o sofrimento permanecem indescritíveis.

Essa tragédia serve como um lembrete terrível da vulnerabilidade humana e da importância fundamental da segurança em viagens aéreas. Como um de nossos entrevistados expressou após o acidente: A vida é muito curta e, de repente, tudo pode mudar. Precisamos lembrar disso e valorizar cada momento”.

Em homenagem às vítimas do Voo ET302, oferecemos nossas mais profundas condolências às famílias e amigos de todos aqueles que foram tristemente perdidos. Que suas almas descansem em paz.